Aluna: Ana Luiza Paulino Silva
Nome
do livro: O Pequeno Príncipe
Título
original: Le Petit Prince
Autor: Antoine de Saint-Exupéry
Autor: Antoine de Saint-Exupéry
Tradução:
Dom Marcos Barbosa
Editora: Agir Editora LTDA
Editora: Agir Editora LTDA
Número de páginas: 96 páginas
Rio
de Janeiro - 2009
Quando
eu tinha apenas 6 anos, vi em um livro algo sobre jiboias, sobre como eram
perigosas e podiam engolir suas presas com uma única bocada e sem nem mesmo
mastigar, depois adormeciam por meses até completarem sua digestão. Foi então
que após refletir fiz meu primeiro desenho, porém as pessoas grandes não o
compreendiam. Tentei então fazer o desenho aberto para que fossem capazes de
entender, porém fui aconselhado a esquecer da carreira de artista e me
preocupar com coisas “importantes” como geografia, história e matemática. E foi
assim que com passar do tempo, acabei me tornando piloto de aviões, vivendo
como uma pessoa grande e sonhando em conhecer alguém diferente, com quem
realmente pudesse conversar. Um dia tive de fazer um pouso de emergência no
deserto do Saara, no pouso meu avião foi danificado, e como eu estava sozinho
teria de me virar com o conserto para sobreviver pois eu possuía ali comigo apenas água e comida para 8 dias. Na primeira noite adormeci na areia, e fui acordado na manhã seguinte com um pequeno garoto pedindo que lhe desenhasse um carneiro, porém eu havia sido desencorajado dessa vida de artista aos 6 anos, então fiz o que eu sabia desenhar, uma jiboia porém ele me disse que não queria uma jiboia, e sim um carneiro. Após tentativas falhas, desenhei-lhe uma caixa com furos e lhe disse que seu carneiro estava ali. Ele satisfeito e explicou que aquele eras perfeito para onde morava, pois era um lugar muito pequeno. E foi assim que conheci o pequeno príncipe.
O pequeno, normalmente fazia muitas perguntas e raramente respondia as minhas ao seu respeito, com muito custo descobri que seu planeta era pequeno como uma casa, após pensar bastante concluí que ele devia habitar o asteroide B 612. Dia pós dias eu descobria novas informações sobre o garoto, onde vivia, sua viagem... No quinto dia juntos, o pequeno perguntou-me se carneiros comiam flores, e concordei sem lhe dar muita atenção, e quando notei seu rosto estava coberto de tristeza. Descobri então que isso foi porque o príncipe em seu planeta havia deixado uma rosa, e ele a amava, ela havia lhe conquistado e ele não queria que ela morresse, disse a ele que lhe daria uma focinheira para seu carneiro, para que ele não comesse a frágil rosa. Antes de vir para terra o pequeno conheceu os asteroides 325, 326, 327, 328, 329 e 330. O primeiro era realmente pequeno, menor que o planeta do pequeno príncipe, nele habitava um rei que não tinha onde reinar, pois só seu manto cobria praticamente todo o território. No segundo encontrou um vaidoso, porém era cansativo sempre elogiar então partiu para o terceiro, nele encontrou um velho bêbado triste, que bebia por sentir vergonha de beber. O quarto possuía um empresario que se intitulava dono de todas as estrelas que podia contar e vivia para isso, o quinto possuía um lampião e um acendedor, este fazia sem trabalho incessantemente, este foi o único de quem o pequeno realmente gostou. Por fim o sexto, nele havia um geógrafo, que foi quem lhe deu a ideia de visitar a Terra. Então ele partiu em direção a Terra. Ao chegar na terra o primeiro amigo que o pequeno fez foi uma cobra, ele a conheceu, conversaram e depois ele partiu. Em seguida ele conheceu uma florzinha do deserto com apenas três pétalas, esta ele apenas cumprimentou e seguiu seu caminho. Subiu depois uma montanha e tentou falar com eco, porém o eco não respondia.. Ele apenas repetia. Em seguida visitou um jardim, onde haviam muitas rosas e por um momento se decepcionou pois pensava que sua rosa era única e naquele momento percebeu que existiam muitas outras iguais. Depois destes ele conheceu uma raposa, esta ele teve de cativar dia pós dia até que se tornassem amigos, e assim, mesmo depois te partir um ainda estaria vivo na memória do outro, e graças a ela ele percebe quem a fim sua rosa não era como as outras pois eles haviam se cativado.
Tristemente chegamos ao oitavo dia no deserto, bebi minhas ultimas gotas de águia naquele dia, então ele sugeriu que fôssemos atrás de um poço, após uma longa caminhada encontramos um poço, ali estava minha salvação. Em seguido o principezinho sugeriu que eu voltasse a trabalhar em meu avião, concordei e fui. Depois de trabalhar caminhei de volta em direção ao poço. Próximo ao poço havia um muro e em cima dele estava o garoto, ele conversava com alguém, e fui conferir porém era incapaz de ouvir a segunda pessoa. A cerca de 20 metros do muro pude ouvi-lo perguntar a quem estivesse do outro lado do muro, se o veneno era realmente bom e mandando que voltasse a noite, me aproximei mais e percebi ser uma enorme e venenosa serpente. Perguntei a ele o que era aquela conversa e ele me disse que iria embora naquela noite, senti meu coração apertar. Ele me contou que naquela noite faria um ano que havia chegado a Terra, eu não concordava com aquilo mas não havia o que fazer.
Mais tarde quando ele partiu nem mesmo percebi, porém quando me dei conta fui atrás, ao acompanha-lo ele me disse que não deveria o ter seguido, que aquilo me faria sofrer, que seu corpo agora seria como uma concha vazia.Porem insisti em o acompanhar.Permaneci com ele vendo seu corpo ficar cada vez mais fraco, não havia mais o que fazer, era um veneno letal. Após deita-lo confortavelmente fiquei por ali e acabei pegando no sono. Quando acordei o pequeno príncipe havia desaparecido, sem deixar marcas. Hoje se passaram seis anos desde o acontecido e as vezes ainda fico triste e a contemplar estrelas lembrando de tudo que aconteceu. Pego-me muitas vezes pensando sobre o que havia lhe acontecido, se teria voltado ao seu planeta, a sua rosa, se o carneiro não comeria a rosa... Por fim faço um pedido a todos. Se algum dia tiverem chance de ira África, ao deserto a noite, contemplem o céu e esperem um pouco e contemplem o seu. E se por acaso encontrarem por lá um pequeno menino de cabelos dourados, escrevam-me depressa dizendo que ele voltou...
Crítica à obra:
Eu gostei bastante do livro, pois ele trás consigo uma espécie de ensinamento sobre como a gente cresce e de repente a maior parte das coisas começam a não importar mais tanto assim. Com uma linguagem simples, é um livro tanto para crianças como para adultos. Apesar de no fim eu ter esperado um desfecho diferente onde o pequeno príncipe ficasse com o amigo, achei interessante a forma de finalizar feita pelo autor provocando a imaginação de cada leitor para que cada um imaginasse para si o que poderia ter acontecido após sua partida.
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